Infarto: o que é, tipos, sintomas e cuidados

Infarto é, geralmente, a primeira coisa que passa pela cabeça das pessoas quando aparece alguma dor no peito. Sabemos que existem outras causas para ele, mas o infarto do miocárdio, conhecido por muitos como ataque cardíaco, realmente apresenta essa dor como um dos sintomas, porém, não é o único.

Ele ocorre quando o fluxo de sangue para o coração é obstruído. Sem sangue suficiente, o tecido cardíaco pode morrer por falta de oxigênio e comprometer o coração. Os sintomas mais comuns são:

•Dor e “aperto” no peito;

•Irradiação da dor para o braço, costas e pescoço;

•Enjoo;

•mal-estar;

•Suor frio;

•Cansaço excessivo;

•Falta de ar.

Causas e tipos de infarto

De maneira geral, o infarto acontece devido a uma soma de fatores relacionados às condições de saúde como um todo, que se acumulam ao longo dos anos.

Na maioria dos casos o coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo é formado pela gordura acumulada nas paredes internas das artérias, uma condição chamada aterosclerose.

Quando esse material acumulado se solta e cai na corrente sanguínea, ou quando cresce a ponto de obstruir esse canal, o efeito é o mesmo de uma pedra colocada no leito de um pequeno riacho: o curso natural fica prejudicado ou interrompido.

Mas também pode estar relacionado a outras patologias, especialmente doenças crônicas como a hipertensão. Além disso, a idade também pode facilitar o acometimento por um infarto.

O que classifica os tipos de infarto é, na verdade, o grau de comprometimento decorrente da obstrução. Ainda usando a metáfora do riacho, quanto maior a pedra menor será a quantidade de água correndo, e o mesmo acontece com o sangue.

De forma muito ampla, podemos considerar 3 níveis:

Leve: os sintomas são mais amenos, podendo ser totalmente reversível se o indivíduo procurar ajuda médica.

Moderado: algumas partes dos tecidos podem sofrer danos permanentes. O tratamento pode ser mais demorado e o paciente ficar com as funções cardíacas fragilizadas.

Grave: são casos onde há necessidade de cirurgia ou o paciente vem a óbito instantaneamente. É o chamado infarto agudo ou fulminante. Estudos apontam que esta é a principal causa de morte por doença cardíaca no Brasil.

Prevenção e fatores de risco

Não existem ações pontuais que possam impedir a ocorrência de um infarto, uma vez que é uma doença multifatorial. Porém, a prevenção pode ser feita através do cuidado com a saúde como um todo, ou seja, hábitos saudáveis, como:

•Praticar exercícios físicos regularmente;

•Ter uma alimentação balanceada e rica em ingredientes naturais;

•Diminuir o consumo excessivo de sal, açúcar e gorduras;

•Evitar tabaco e bebidas alcoólicas;

•Cuidar do bem-estar emocional;

•Zelar pela qualidade de sono.

As pessoas mais suscetíveis ao problema são aquelas que possuem fatores de risco, dentre os quais podemos citar: sedentarismo, diabetes, hipertensão arterial, sobrepeso, obesidade, colesterol alto e histórico familiar de infarto.

A circunferência abdominal também é um ótimo indicador, pois quanto maior a medida, maior a possibilidade de desenvolver problemas cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma medida de 94 cm ou mais em homens e 80 cm em mulheres já ligam o sinal de alerta para a saúde do coração.

Quem tem idade acima dos 55 anos também é mais vulnerável. Porém, isso não significa que pessoas mais jovens estejam livres, pelo contrário: nos últimos anos o número de infartos entre brasileiros adultos em torno dos 30 anos vem crescendo consideravelmente.

Mas não precisa se assustar! Entre as medidas de prevenção está o acompanhamento regular com um médico. Escolha um profissional de sua confiança, vá às consultas de rotina e siga as orientações dele.